
Governador Carlos Moisés, em entrevista coletiva, após a absolvição do processo de impeachment (Foto Julio Cavalheiro/Secom)
O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSL), foi reconduzido ao cargo após ficar afastado por 30 dias, devido ao pedido de impeachment por ter autorizado, por decreto, a equiparação dos salários dos procuradores do Estado ao dos procuradores da Assembleia Legislativa. Depois que o processo de afastamento foi aceito, o governador afastado e a vice empossada, o instinto de sobrevivência falou mais alto.
Moisés procurou o presidente da Assembleia, manteve contatos com deputados, o que não acontecia antes do processo. No início do mandato, um deputado, da suposta base aliada, foi barrado na antessala do palácio de despachos, quando acompanhava um prefeito da sua região. A imprensa também tinha dificuldades em falar com o governador. O processo de impeachment mostrou ao governador o quanto ele estava isolado.
Com seis votos a três e uma abstenção, o Tribunal Misto de Julgamento absolveu Carlos Moisés – que tem mais três processos de impeachment na fila para serem apreciados – da denúncia de crime de responsabilidade.
Foi dada uma nova chance a Carlos Moisés, vamos ver se ele a aproveita.
Como dizia Gonzaguinha, em uma música gravada pelas Frenéticas, “a Felicidade /baterá em cada porta,/e que importa a Mula Manca/se eu quero/ a Dona Felicidade”.
