23 de novembro de 2020

Do Arraial do Tijuco a Diamantina

Por José Carlos Sá

Andar pelas ruas estreitas de Diamantina é se sentir em um pedaço do passado das Minas Gerais, na época da exploração do ouro e dos diamante, que pouco ou nada ficaram aqui no Brasil. Subimos e descemos ladeiras, olhamos os casarões coloniais e tiramos muitas fotos.

Eu tinha três objetivos em particular: conhecer a Casa de Juscelino Kubistchek, o Beco do Motta (Cantado pelo Milton Nascimento) e o Passadiço da Glória. A Casa e o Passadiço estavam fechados para visita. Paciência, digo, pandemia. Comentei minha frustração com a vendedora de uma loja em que entramos e ela tentou minimizar: “Na Casa do JK só tem umas coisinhas, uns móveis velhos…” Não disse nada. Eu queria sentir o clima da casa em que morou meu ídolo político. Não importava se os móveis estivesse velhos e só tivessem umas coisinhas.

Já o Beco do Motta, encontramos por acaso, enquanto subíamos a Rua Direita. Conta a história que o Beco do Motta era habitado pelas damas de vidas desairosas. Os bares existentes nas duas ruas paralelas tinham passagens  secretas para o Beco. Então o cidadão de “bem” entrava em um bar insuspeito para tomar uma cervejinha e se dirigia para um dos lupanares…

Mercado Velho – Foi abrigo de tropeiros e local de venda de escravos. Hoje tem atividades culturais e uma feirinha de hortifruti (Foto JCarlos)

Os becos da cidade, além de estreitos, na ladeira (Foto JCarlos)

O BB conservou até a antiga grafia (Foto Marcela Ximenes)

Passadiço da Glória – A casa da direita foi construída em 1775 para residência da d. Josefa Maria da Glória; Já o passadiço, ligando o orfanato ao prédio da frente, foi construído em 1878 pelas Irmãs Vicentinas. Hoje funciona no local o Instituto Casa da Glória da UFMG (Foto JCarlos)

Capela de Nosso Senhor do Bonfim dos Militares, construída antes de 1771 (Foto JCarlos)

Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a construção ocorreu no século XVIII e teria sido financiada pelo contratador de diamantes Fernandes de Oliveira, com quem vivia Chica da Silva (Foto JCarlos)

Ao fundo, a Catedral Metropolitana de Santo Antônio (Foto JCarlos)

Homenagem a JK pelos diamantinenses (Foto JCarlos)

Placa fixada na entrada do Seminário Provincial de Diamantina (Foto JCarlos)

A casa onde morou o presidente Juscelino Kubistchek (Foto Marcela Ximenes)

 

O lendário Beco do Motta (Foto JCarlos)

Beco do Motta. Como Fernando Brant escreveu: (…) Nessas tardes não me esqueço/E onde era o vivo fez-se o morto/Aviso pedra fria/Acabaram com o beco/Mas ninguém lá vai morar/Cheio de lembranças vem o povo/Do fundo escuro o beco/Nessa clara praça se dissolver (…)” (Foto JCarlos)