Andar pelas ruas estreitas de Diamantina é se sentir em um pedaço do passado das Minas Gerais, na época da exploração do ouro e dos diamante, que pouco ou nada ficaram aqui no Brasil. Subimos e descemos ladeiras, olhamos os casarões coloniais e tiramos muitas fotos.
Eu tinha três objetivos em particular: conhecer a Casa de Juscelino Kubistchek, o Beco do Motta (Cantado pelo Milton Nascimento) e o Passadiço da Glória. A Casa e o Passadiço estavam fechados para visita. Paciência, digo, pandemia. Comentei minha frustração com a vendedora de uma loja em que entramos e ela tentou minimizar: “Na Casa do JK só tem umas coisinhas, uns móveis velhos…” Não disse nada. Eu queria sentir o clima da casa em que morou meu ídolo político. Não importava se os móveis estivesse velhos e só tivessem umas coisinhas.
Já o Beco do Motta, encontramos por acaso, enquanto subíamos a Rua Direita. Conta a história que o Beco do Motta era habitado pelas damas de vidas desairosas. Os bares existentes nas duas ruas paralelas tinham passagens secretas para o Beco. Então o cidadão de “bem” entrava em um bar insuspeito para tomar uma cervejinha e se dirigia para um dos lupanares…

Mercado Velho – Foi abrigo de tropeiros e local de venda de escravos. Hoje tem atividades culturais e uma feirinha de hortifruti (Foto JCarlos)

Passadiço da Glória – A casa da direita foi construída em 1775 para residência da d. Josefa Maria da Glória; Já o passadiço, ligando o orfanato ao prédio da frente, foi construído em 1878 pelas Irmãs Vicentinas. Hoje funciona no local o Instituto Casa da Glória da UFMG (Foto JCarlos)

Igreja de Nossa Senhora do Carmo, a construção ocorreu no século XVIII e teria sido financiada pelo contratador de diamantes Fernandes de Oliveira, com quem vivia Chica da Silva (Foto JCarlos)









