Saímos de madrugada de Porto Velho, o soldado Vilarinho e eu, para esperar o vice-governador no aeroporto de Ji-Paraná (RO). Como acontecia naquela época, levávamos no porta-malas um galão de combustível para reabastecer no caminho.
Já passei por uma experiência de irmos em cinco em um Fiat 147 carregado ainda com um galão de etanol. Chegamos a nosso destino ‘bebinhos’.
Voltando à história. Quando nos aproximávamos do posto da Polícia Rodoviária, em Ji-Paraná, acabou a gasolina do tanque e o Vilarinho estacionou no acostamento para reabastecer. Quando estávamos nesta função, vi uma viatura da PRF sair do posto e vir em nossa direção. Falei em voz alta: “Sujou”, pois não é permitido carregar combustível.
A viatura passou por nós, fez a manobra e estacionou atrás do nosso carro. O inspetor desceu e se dirigiu ao Vilarinho:
– Você é o motorista do vice-governador?
– Sim, senhor…
– Tenho um recado. É para você passar no 2° Batalhão antes de ir para o aeroporto.
Antes de agradecer o Vilarinho soltou um suspiro de alívio, ao se livrar de uma “ensaboada”, seguida de uma multa!

