29 de outubro de 2020

Sr. Caxias – o que li no confinamento

Por José Carlos Sá

Pelo título dá para ver o rumo que o autor vai tomar (Foto JCarlos)

Encontrei este livro de 1878 na Biblioteca do Senado e o baixei. Se arrependimento matasse, seria mais fulminante que veneno. O livro é laudatório e chega ao ponto de fazer a defesa do Duque de Caxias que era acusado pelos colegas dele de Senado (Caxias se elegeu senador) de ter gastado muito dinheiro quando era comandante geral da Tríplice Aliança na Guerra do Paraguai que também, na opinião dos senadores da oposição, foi completamente desnecessária e o sangue jorrado foi em vão.

A figura de Caxias está muito bem homenageada em todo o País, emprestando seu nome para cidades, ruas e praças, além de monumentos. O duque também é patrono do Exército Brasileiro e na data de seu nascimento é comemorado o Dia do Soldado. Se eu estivesse atento ao quilométrico título do livro não teria iniciado a leitura, mas quando inicio, vou até o fim. O padre Joaquim Pinto de Campos, deputado federal por Pernambuco, colocou na capa da obra: “Vida do Grande Cidadão Brasileiro Luiz Alves de Lima e Silva – Barão, Conde, Marquês, Duque de Caxias – Desde o seu nascimento em 1803 até 1878”.

A biografia foi editada pela Imprensa Nacional/Lisboa – 1878. Se Caxias fosse da Escolinha do professor Raimundo e o padre Pinto de Campos, seu Altemar Vigário (personagem  de Mauro Lúcio), diria: – Menos, seu padre, menos.

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Dia do Soldado Duque de Caxias Exército Brasileiro 

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