24 de agosto de 2020

Augusto Matraga – O que li no confinamento

Por José Carlos Sá

A hora e a vez de Augusto Matraga é um dos contos que formam o livro Sagarana, de João Guimarães Rosa, lançado em 1946.

Cartaz do filme A hora e a vez de Augusto Matraga, dirigido por Roberto Santos (Foto divulgação)

Me lembrei da história ao rever um cartaz do filme que foi lançado em 1965, com Leonardo Villar, no papel de Augusto Esteves (o Matraga) ou Nhô Augusto.

O coronel Nhô Augusto é descrito como um camarada bruto, que usa seu dinheiro e poder (quatro capangas) para impor suas vontades. A esposa dele, Dionóra, cansada da violência, o abandona, levando junto a filha do casal. Logo depois Nhô Augusto perde também os capangas – por ter atrasado o pagamento deles – e o pior, os jagunços passam a trabalhar para seu o maior inimigo, major Consilva. Inconformado, Matraga vai em busca de tomar satisfações dos ex-capangas, que o aguardam numa tocaia, o espancam e o marcam com ferro de gado em brasa. Nhô Augusto se joga em um despenhadeiro.

Dado como morto, Augusto Esteves é socorrido por um casal de negros que tratam dele por muito tempo. Esteves continua morando com os velhos e ouve de um padre uma frase que passou a ser um mantra para ele: “Cada um tem sua hora e a sua vez. Você há de ter a sua”.

O restante do conto é Augusto Matraga aguardando a hora e a vez dele, que afinal chegam pelas mãos do bandoleiro Joãozinho Bem-Bem.

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diretor Roberto Santos Guimarães Rosa Leonardo Villar Minas Gerais Sagarana 

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