Hoje me eu senti o personagem da crônica de Fernando Sabino, O homem nu.
Para ir hoje cedo à padaria fiz todo o ritual: prendi os cachorros, tranquei a porta da sala, destranquei o cadeado do portão da garagem, tirei o carro e estacionei na rua. Entrei, fechei o portão, travei o cadeado e soltei os cães. Procurei o chaveiro nos bolsos e não encontrei, pois automaticamente, ao entrar no carro coloco as chaves no console.
Fiquei preso no quintal, com as portas da sala e da cozinha trancadas e o cadeado fechado. Esperava que aparecesse alguém na rua para pedir que apanhasse a chave, pois a Marcela estava dormindo e eu não queria acordá-la. Mas os cachorros fizeram barulho e foi a Marcela quem me salvou, me entregando o segundo jogo de chaves.
Para o drama ficar completo, só faltou eu estar nu…

