Muita gente tem a mania de colocar nome e sobrenome em seus bichinhos de estimação. Aqui em casa temos o Argus Maximus, a Azula Dora Milaje e a Atena Blanca. Hoje me lembrei de uma história que aconteceu com mãe, há muitos anos, lá no bairro Bernardo Monteiro, onde ela mora até hoje.
Lúcia, minha irmã, ganhou ou resgatou um cachorro a que deu o nome de Walter (pronuncia-se Úauter) Closet. O cachorrinho era danado e um dia, encontrando o portão aberto, fugiu para a rua. Mãe saiu e começou a gritar: Úauter volta menino, vem cá! E repetiu o chamado, se encaminhando para a esquina da outra rua.
Nisso, uma senhora que ia passando, parou e perguntou: “A senhora está procurando por Walter? Meu marido chama-se Walter!”.
Mãe disfarçou e deu uma desculpa qualquer, mas não disse que estava chamando o cachorro que era xará do marido da dona menina…

