19 de julho de 2020

A harpia

Por José Carlos Sá

Não sei se é a mesma harpia da história (Autor Mário Roberto Venere/Facebook)

O amigo professor Mario Roberto Venere publicou ontem um vídeo no Facebook (do qual eu retirei esse frame) mostrando uma harpia (Harpia harpyja) no Campus da Unir (Universidade Federal de Rondônia), em Porto Velho.

Durante a construção dasuzina de Santo Antônio, foi instalado em um espaço cedido pela Unir o CETAS (Centro de Triagem de Animais Silvestres) que era usado para receber os animais resgatados na área do canteiro de obras que não fugiam por serem filhotes, porque estavam machucados ou por outro motivo. Os biólogos e auxiliares se antecipavam às máquinas e enxotavam os bichos para a floresta do entorno.

Depois o CETAS passou a receber animais apreendidos pelo Ibama e pela Polícia Militar Ambiental, geralmente estes animais estavam em casas particulares, machucados e desnutridos. Havia também aqueles capturados fora do habitat natural deles, como o caso de um filhote de onça que apareceu em uma estrada no interior do Estado.

Eu acompanhava um grupo de jornalistas de São Paulo, que visitou as obras e as levei para conhecer o CETAS. Ao chegarmos ao ambiente em que estava a harpia, elas viram primeiro um ratinho branco no chão.

– Que gracinha! Disseram as jornalistas

O biólogo que nos guiava disse “Ele é um sobrevivente, ia ser alimento de uma cobra, mas ela recebeu ‘alta’”.

Antes que o biólogo acabasse a explicação, a harpia deu um voo rasante e capturou o ratinho, o levou nas garras para o poleiro mais alto e o comeu em seguida.

– Que horror! Disseram as jornalistas

– É a lei da sobrevivência. Disse o biólogo na tentativa de consolar as visitantes.

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Asuzina de Santo Antônio Cetas Mário Roberto Venere Unir 

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