Querendo ou não, acreditando ou não, em meio à pandemia, todos sabemos os sintomas da Covid-19: tosse, febre, coriza, dor de garganta, perda de olfato, alteração do paladar, distúrbios gastrintestinais (náuseas/vômitos/diarreia), cansaço, diminuição do apetite e falta de ar.
O que eu não sabia era como são feitos os exames para detectar a doença no nosso organismo. Vi a ilustração e passei a temer mais o exame à doença. Enfiam um cotonete, chamado “swab” no seu nariz e colhem amostras da mucosa, levando para o laboratório.
Quando fiz os exames médicos admissionais para trabalhar nos Correios, em 1971, tinha um que colhia o muco nasal. Quase morri de agonia ao fazer a “doação” do material… Perdi o fôlego, tive ânsia de vômito e etc.
Isso me fez lembrar também de quando apareceram casos de cólera em Porto Velho. A Vigilância Sanitária tomou diversas medidas preventivas, entre elas interceptar os barcos que subiam o rio Madeira procedentes de Manaus ou de qualquer outra localidade ribeirinha e verificar se havia passageiro ou tripulante com o sintoma da doença, que era, basicamente, diarreia “profusa”.
O falecido jornalista Nelson Townes publicou, no jornal Estadão do Norte de Porto Velho, uma matéria àquela época em que relatava a história de um barco que foi detido pelas autoridades sanitárias ao chegar a Porto Velho. Todos os passageiros fizeram uma fila em frente a um camarote, onde entrava um de cada vez para a coleta do material.
Segundo o Nelson, um garimpeiro ao saber como era feita a coleta (amostras do reto, com um swab) se atirou no rio Madeira e fugindo nadando. Preferiu se arriscar a um encontro com os candirus ao cotonete.
É assim.

