10 de julho de 2020

Corredor de ciclones e tornados

Por José Carlos Sá

As massas polar e a tropical provocam eventos extremos (Reprodução imagens de satélite meteorológico)

Quando decidimos mudar de Rondônia para Santa Catarina fizemos diversas pesquisas. Mas um assunto ficou de fora. Do clima sabíamos que no Sul as estações são definidas em quatro, diferente do Norte onde há chuva com sol e sol com chuva.

Poucos meses após estarmos na nossa nova casa, assistimos uma entrevista onde um meteorologista da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) disse o seguinte: “Pela nossa localização geográfica ela [Santa Catarina] é a segunda mais tempestuosa do mundo, só perdendo para a região de Oklahoma, nos Estados Unidos”.

A matéria acrescenta que “Santa Catarina recebe a influência de uma massa polar e outra tropical. Esse encontro de frio e quente gera chuva forte, mar agitado e até fenômenos mais extremos, como ciclones e tornados”. A nossa reação foi rir desse detalhe. Fazer o quê?

Há duas semanas, dia 30 de junho, vivenciamos a passagem de um tal de ciclone-bomba. Foi uma bomba mesmo, deixando 11 mortos, 57 desabrigados, 302 desalojados e prejuízos materiais da ordem de R$ 277 milhões (dados da Defesa Civil Estadual).

Ficamos quase quatro dias sem energia elétrica, mas perto destes dados citados acima, graças a Deus não sofremos nenhum dano.

Durma-se com um vendaval desses. A partir de agora daremos a devida atenção aos avisos meteorológicos.

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ciclone-bomba Epagri Oklahoma Santa Catarina 

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