08 de julho de 2020

No adeus à Teixeirão, o abandono

Por José Carlos Sá

Despedida de Teixeirão (Foto Rosinaldo Machado)

Há alguns dias o amigo Rosinaldo Machado enviou-me um artigo escrito por ele contando as últimas horas do coronel Jorge Teixeira como governador de Rondônia. Machado, fotógrafo do governador, contou que depois da decepção com as vaias na transmissão do cargo ao Ângelo Angelin (MDB), poucos amigos o levaram ao aeroporto para se despedirem.

“Cadê Fulano, Cicrano, Beltrano que não vieram se despedir?”, questionou o Teixeirão. Machado afirmou que não houve resposta e essa foi “umas das poucas vezes o Coronel Teixeira chorou”. Além de Machado, apenas compareceram ao Aeroporto Belmont – hoje Jorge Teixeira – José Renato da Frota Uchôa, João Wilson Gondim, Zizomar Procópio Ferreira e o motorista Dodó.

Governador Jorge Teixeira (ao centro) em visita à cidade de Jaru (Foto Internet Portal P1)

Jorge Teixeira foi o primeiro governador do Estado de Rondônia e é até hoje considerado o melhor administrador que os rondonienses tiveram. Mas, antes de ser glorificado recebeu as vaias que muito o entristeceram.