03 de junho de 2020

Todo mundo ia ao circo

Por José Carlos Sá

Edição do ND impresso, com a matéria sobre o circo (Edição 01062020)

A história dos quarenta funcionários que trabalham no Circo Rakmer foi contada pela Marcela na edição de segunda-feira (01/06) e hoje no site do ND.

O circo armado no estacionamento do Shopping Itaguaçu, em São José, desde março, estava no início da temporada na Grande Florianópolis e teve que parar com os espetáculos devido ao decreto estadual determinando novos comportamentos sociais para evitar a transmissão do coronavírus.

Eu já sei porque choras Palhaço Potato (Foto Anderson Coelho/ND)

O circo teve que se reinventar depois de séculos praticamente inalterado. As origens do circo como o conhecemos teria surgido no Império Romano, no século VI a.C. Palhaço, trapezistas, malabaristas tiveram que tentar se apresentar sem platéia visível, ao apresentarem uma live para arrecadar recursos para sobreviverem. Os circenses contam que sentiram falta das gargalhadas e dos aplausos, mas a apresentação virtual surtiu efeito e conseguiram doações em dinheiro, cestas básicas para as famílias e botijas de gás e isenção do pagamento do aluguel do local onde estão instalados ao shopping.

O circo se reinventa depois de séculos (Foto Marcela Ximenes)

Enquanto esperam a pandemia passar, os trabalhadores e artistas continuam a fazer lives e a vender maçãs do amor, trufas, doces, pipoca, bolas. As doações também são bem-vindas.
 
Quando éramos crianças, mãe nos levava às matinês dos circos que chegavam a Teófilo Otoni. Me lembro bem do Circo Nerino, da música de abertura e do apresentador saudando a todos nós com o indefectível “Respeitável público, boa tarde!”
 
Depois vinham as reações da plateia em onomatopeias
ao ver as acrobacias dos trapezistas, os motociclistas loucos no Globo da Morte, especialmente quando colocavam, além das duas motos, uma mulher dentro da bola metálica.
 
Era “ooooooooooh!”, “uuuuuuuuuh!”… Mais as gargalhadas às palhaçadas dos palhaços, mesmo aquelas menos engraçadas.
 
O melhor vinha ao final. O espetáculo era encerrado com uma peça de teatro. Não me esqueço da dramatização da história da Chapeuzinho Vermelho. “Pela estrada afora, eu vou bem sozinha, levar este bolo para a vovozinha…” Aí aparecia o lobo mau escondido atrás de uma árvore e a meninada toda gritava para avisar à Chapeuzinho do perigo iminente.
 
Bom tempos. Como cantava o Jorge Ben, “o circo chegou, vamos todos até lá…”

Músicas incidentais:

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Circo Circo Nerino Circo Rakmer Grande Florianópolis ND+ São José Shopping Itaguaçu 

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