02 de junho de 2020

Vendendo o jogo

Por José Carlos Sá

Os bastidores do futebol de antigamente (Ilustra Futebolarte.Blog.Br)

Domingo tive o prazer de ler uma crônica futebolística do jornalista Roberto Alves, decano da Imprensa desportiva de Santa Catarina. Não acompanho futebol, mas gosto de crônicas.

Ele conta a aposta entre dois torcedores “doentes” do Renaux e do Payssandu, de Busque. O torcedor do Renaux era árbitro amador e o “payssanduense” era barbeiro.  Em uma segunda-feira e, durante o corte de cabelo, os dois discutiram sobre a próxima partida, chegando a apostar dinheiro (uma boa quantia) contra um curió cantador do cabeleireiro.

Na sexta-feira o torcedor do Renaux chegou à barbearia e disse: “Vim buscar meu curió!”

– Mas o jogo será no domingo!

– Sim, mas eu fui sorteado para ser o juiz…

 

Me lembrei de uma história que meu pai contava.

O atacante do time visitante foi ‘a$$ediado’ pelo prefeito da cidade para que não marcasse nenhum gol. Em um lance em que a bola sobrou para ele, na frente do goleiro, se lembrou do acerto e disse ao adversário:

– Vem ni mim, vem ni mim…

O goleiro respondeu entre dentes:

– Não posso, eu também estou vendido!

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Crônicas esportivas Futebol Imprensa carijó NSC Total Roberto Alves Santa Catarina 

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