Quem já não passou pelo vexame de chamar o “cara” da TI e o desgraçado do computador voltar a funcionar sem que o técnico nem chegasse perto?
Há algum tempo o nosso fogão, que tem acendimento elétrico, parou de dar a faísca. Acender o forno é uma novela e só pode ser feito a quatro mãos: um segura o biloto do gás, enquanto o outro acende o fósforo e chega a chama aos queimadores. Passa até a vontade de comer bolo ou torradas. Chamamos o técnico em meados de março, ele não veio no dia combinado, começou a quarentena e deixamos pra lá.
Sábado a torneira da cozinha começou a gotejar, apelei para o Dr. Google e vi que era “só” trocar o reparo e estava resolvido. Comprei o bendito reparo e o troquei. Acontece que coloquei mais força que o necessário e provoquei uma fissura na torneira. Depois soube que as torneiras da marca Hydra têm estas cositas: obsolescência programada para um ano!
Chamei o bombeiro hidráulico, que trocou a torneira e etc. A Marcela perguntou se ele consertava a parte elétrica do fogão. A resposta foi positiva e ela foi demonstrar. Afastou o fogão da parede, ligou a tomada, que estava desligada desde o mês de março, torceu o botão de acendimento e Fiat Lux! O fogão acendeu!
Foi uma gargalhada só.

