31 de maio de 2020

Gratidão

Por José Carlos Sá

Evaldo Gouveia compôs mais de 150 músicas em parceria com Jair Amorim, além de outras composições com outros parceiros (Foto divulgação)

Até ontem para mim, Jair Amorim e Evaldo Gouveia eram apenas dois nomes, sem rostos, que eram citados pelos locutores ao anunciarem as músicas interpretadas por grandes artistas brasileiros, que eu ouvia no rádio ou na TV dos anos da década de 1960 e um pouco depois.

Todas as músicas citadas abaixo o meu pai cantava ao chuveiro, “fazendo a voz” do cantor original. Exemplos:

– Anísio Silva, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, Alguém me disse – “Alguém me disse / que tu andas novamente…”

– Altemar Dutra, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, Que queres tu de mim – “ Que queres tu de mim / Que fazes junto a mim / Se tudo está perdido…”

// Sentimental demais – “Sentimental eu sou / Eu ou assim…”

// Brigas – “Veja só / Que tolice nós dois / Brigarmos tanto assim…”

– Moacir Franco, de Jair Amorim e Evaldo Gouveia, Ninguém chora por mim – “… Cada um cita exemplos no fim / Mas se um dia eu tiver que chorar / Ninguém chora por mim”

No sábado (30/05) soube que o Evaldo Gouveia havia falecido no dia anterior, em Fortaleza – CE, aos 91 anos, vítima da Covid-19, apesar de estar convalescendo de um AVC que sofreu em 2017, que deixou sequelas.

A minha gratidão a eles (Jair Amorim morreu em 1993) é por ter podido conhecer tantas músicas bonitas, e o melhor, “interpretadas” pelo meu pai em nossa casa.

Muito obrigado, Evaldo. Descanse em paz.

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Altemar Dutra Anísio Silva Evaldo Gouveia Fortaleza Jair Amorim Moacir Franco 

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