Lamento muito a morte do compositor e cronista Aldir Blanc. Ele nos deixa aos 73 anos, vítima da Covid-19. Aldir estava internado desde o dia 15 de abril, no Rio de Janeiro.
Entre outras músicas compostas em parceria com João Bosco, a mais emblemática é O bêbado e a equilibrista, que foi feita ainda no calor da morte do Vladimir Herzog e Manoel Fiel Filho (Choram Marias e Clarices no solo do Brasil), em 1975 e fez sucesso na voz de Elis Regina. Destaco ainda Amigo é pra essas coisas, Bala com bala, Querelas do Brasil, Agnus sei, Dois pra lá, dois pra cá, Incompatibilidade de gênios e a minha predileta sobre todas Corsário (Meu coração tropical está coberto de neve mas/Ferve em seu cofre gelado, a voz vibra e a mão escreve:/ Mar).
Como cronista, acompanhei os textos dele publicado no Pasquim, que foram reunidas no livro “Rua dos artistas e arredores”, que eu também tinha.
É mais um brasileiro de talento que nos deixa.

