13 de abril de 2020

O Cortiço – O que li no confinamento

Por José Carlos Sá

Personagens do livro (Rodrigo Rosa)

No final da década de 1960, quando eu estudava no Colégio do Sindicato dos Bancários, no bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte, O Cortiço foi leitura obrigatória. O reli agora, no isolamento social, após receber uma sugestão no Facebook que indicava um livro comentado em comemoração aos 130 anos da obra mais conhecia de Aluísio Azevedo.

Essa edição de 1890, disponível na Biblioteca José Midlin, tem muita diferença daquela edição escolar de 1969. O Naturalismo, estilo inaugurada pelo autor, foi pasteurizado ou excluído da edição que eu li há 51 anos. Algumas cenas nestas páginas eletrônicas deixaram-me rubro, como se dizia à época.

A história mostra o egoísmo da nossa raça humana, exemplos que estamos vendo agora nessa pandemia de coronavírus, com pessoas que não acreditam nas autoridades sanitárias, que saem para a rua, sem observar distância, sem máscara e fazendo uma roleta russa com a vida dos outros.

A leitura foi uma redescoberta do Aluísio Azevedo e de toda a trama vivida em um  aglomerado de pessoas que moravam em um cortiço, que lá em Belo Horizonte tinha o nome de “Bom-Será”.

Recomendo.

Tags

Aluísio Azevedo Belo Horizonte O Cortiço Rio de Janiro 

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