As raízes, citadas no título do livro, foram buscadas no Arquipélago dos Açores de onde vieram os colonizadores responsáveis pelo povoamento de regiões de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e uma pequena região do Uruguai. o autor, Vilson Francisco de Farias, ele mesmo um descendente de uma das famílias que para cá vieram a partir de 1748.
O livro faz um paralelo entre a ocupação das nove ilhas do arquipélago e no litoral sul do Brasil, ocorridas, evidentemente, em períodos diferentes. Os Açores receberam portugueses, espanhóis, árabes, flamengos e franceses. Já o litoral de Santa Catarina recebeu portugueses do continente, portugueses das ilhas dos Açores, africanos escravizados, depois alemães, italianos e a migração interna.

A procissão de Senhor dos Passos foi uma das tradições trazidas dos Açores e que é mantida até os dias de hoje (Foto Arquivo Secom/PMSJ)
Também são descritos aspectos culturais e folclóricas que foram trazidos e que permanecem vivos, como a procissão de Senhor dos Passos, o Boi-de-mamão, Pau-de-fita, a malhação de Judas, o Divino Espírito Santo e a farra do boi (este costume está proibido e é reprimido pela Polícia Militar).
Um pecado no livro é falta de revisão. Alguns dos escorregões do autor: “1808 – A transferência do Príncipe Regente D. Pedro VI e sua Corte Portuguesa para o Brasil” Não seria D. João VI?
Outra: “1822 (02/09) – É considerada oficialmente a data da independência do Brasil (…)” Não seria 7 de setembro?

