Estou lendo, muito lentamente, o livro Escravidão – Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares – Volume I, do Laurentino Gomes (Globo Livros, 2019). A falta de pressa é porque o assunto é pesado e muitas vezes volto atrás para reler ou vou pesquisar sobre algum personagem citado na obra.
A maldade das pessoas é uma arte, parafraseio Ataúlfo Alves, e me impressiono com os castigos narrados por Laurentino a que os escravos eram submetidos, a começar pela viagem compulsória desde o outro lado do oceano.
Citado como denunciado à Inquisição, lá pela metade do século XVIII, o nobre Garcia D’Ávila Pereira Araújo, herdeiro da Casa da Torre, tido como o homem mais rico da Bahia, claro, foi absolvido das acusações. Fui pesquisar sobre essa pessoa. O cara era uma representação humana do capiroto. Malvado, sádico, torturador são adjetivos leves para descrever o “fidalgo”.
Não vou reproduzir aqui os crimes que ele cometeu. Deixo o link para vocês lerem depois, se desejarem. A pesquisa é do antropólogo Luiz Mott (https://bit.ly/2RJQSAk), professor aposentado pela Universidade Federal da Bahia.
É por isso que a leitura está devagar.

