Outro dia contei sobre o convite que recebi para ser “sócio” de uma igreja evangélica. Mas tive outra experiência. Desta vez, inversa.
Em Porto Velho, eu morava no conjunto Marechal Rondon e trabalhava no Governo. Era sábado e eu havia voltado de uma viagem cansativa, tendo ido dormir às três horas da madrugada. Me acordaram por volta das nove horas para conversar com um pastor que foi pregar o Evangelho lá em casa. Fiquei *uto, mas não disse nada.
Sentei ao lado dele na poltrona e o cara começou a falar do Velho Testamento, do “Deus vingativo”, etc. Eu o interrompi e perguntei: “O senhor não ia falar sobre o Evangelho?” Ele respondeu alguma coisa e continuou no Velho Testamento. Interrompi de novo e disse que a interpretação dele não era exata e que tinha que contextualizar e entender a cultura da época, que não podia pegar uma prática de muito mais de dois mil anos e aplicar agora.
A resposta dele foi que o capiroto estava falando através de minha boca.
Eu pedi para se retirar da minha casa e fui dormir.

