Quando trabalhei na Rede Ferroviária Federal, lá na década de 1980, tive um chefe chamado Lineu. Ele era muito esquecido e uma manhã ele chegou contando a seguinte história:
Após o expediente, fui ao supermercado que fica aqui na Avenida do Contorno (Belo Horizonte). Estacionei e entrei no supermercado. Quando saí, cadê o carro? Ainda carregando as sacolas de compras, peguei um taxi para a delegacia e registrei o furto do carro. O policial disse que daria o alerta e entraria em contato para informar sobre as buscas.
Cheguei em casa e contei, desolado, para minha mulher que o nosso carro havia sido furtado. Sem ter mais o que fazer, fui jantar e dormir. Por volta das três horas da madrugada, acordei dando um grito, assustando a esposa: Achei! Lembrei agora que entrei pelo estacionamento do supermercado e saí pela porta principal. Levantei e me vesti, fui até um ponto de taxi perto de casa e fiz uma corrida até o estabelecimento. Desci do taxi e fui até o portão do estacionamento. Através da grade vi o meu carro no mesmo lugar onde eu havia estacionado.
No dia seguinte fui recuperar o meu automóvel e retornei à delegacia para retirar o registro de furto. Sem graça, ainda ouvi do policial: “Nós estamos acostumados com isso. Quase toda semana alguém “perde” um carro em estacionamentos”…

