Nas eleições municipais de 1996, os diretores do Sistema Fiero resolveram lançar um candidato a vereador para testar o “potencial eleitoral” das casas que formavam o sistema indústria (Fiero, Sesi, Senai e IEL). Para isso foi feita uma pesquisa e surgiram três pretensos candidatos. Para escolher quem seria apoiado “pelos colegas”, foi feito um plebiscito e eu seria o presidente da Junta Eleitoral. Nos reunimos e definimos as regras, e quem formaria o colégio eleitoral. Estava escrito – mas não ponho minha mão no fogo se foi cumprido – que os candidatos derrotados, junto com seus eleitores, apoiariam o vencedor.
A consulta tomou corpo e começaram a aparecer as propagandas políticas, na base do “boca-a-boca” e também as pressões para incluir entre os votantes os terceirizados e os estagiários. Não concordei e renunciei ao cargo de “juiz eleitoral”. As regras foram mudadas e no dia da votação já se sabia quem ia ganhar, pelo empenho dos apoiadores do candidato.
Eleição realizada, contados os votos, o mais votado para ser o nosso representante foi o “Mestre Jonas”, que posteriormente, na eleição de verdade em outubro, foi eleito vereador de Porto Velho com 953 votos, pelo PFL.
Essa eleição teve desdobramentos, mas isso é uma outra história…

