A Região Metropolitana de Belo Horizonte tem 28,1 quilômetros de linha de Metrô de superfície, projetado, originalmente, para ter 37 quilômetros. O assunto começou a ser ventilado na década de 1970, com a substituição do trem subúrbio e a eliminação das passagens de nível – cruzamento das linhas ferroviárias com as ruas urbanas – onde sempre ocorrem acidentes.
Em 1981 o metrô de Belo Horizonte começou a tomar forma e ser implantado com obras nas estações e linha férrea.
Em 1984, quando eu trabalhava como assessor do deputado estadual Gil César Moreira de Abreu, que à época era membro da Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas e presidente de uma sub-comissão que tratava de assuntos metropolitanos, sugeri a realização de uma audiência pública sobre o futuro Metrô de Belo Horizonte. A audiência foi um sucesso de público e de cobertura da Imprensa local. Mas o resultado foi bizarro.
Assim que a informação foi divulgada pela Imprensa, iniciou-se, a princípio como brincadeira e depois como uma manifestação, que os belo-horizontinos não queriam ser inferiores aos cariocas, paulistas ou portenhos, onde os metrôs utilizavam túneis.
O movimento chamou-se “Queremos metrô de buraquice!”, que não deu em nada, só em folclore.

