Com a morte do cantor João Gilberto, na tarde de ontem, sábado (06/07), a Imprensa está destacando a importância do artista para a Música Popular Brasileira, e, especialmente, para o segmento chamado “Bossa Nova” que influenciou muitas gerações de brasileiros e até a música norte-americana.
Enquanto esperava o sono chegar, fiquei pensando no começo de tudo, quando João Gilberto deu uma roupagem nova à música “Chega de Saudade”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, que já tinha sido gravada por Elizeth Cardoso, mas não fez sucesso. A partir da batida diferente no violão, a música caiu no gosto popular em todo o mundo e o caminho para o reconhecimento estava aberto.
Sobre o título “Chega de Saudade”, lembrei de uma entrevista antiga de Tom Jobim que afirmava que, na época, estava cansado de ouvir tanta música que tinha sempre como mote o passado. Por minha conta, aponto algumas composições que antecederam ao sucesso de João Gilberto, numa rápida pesquisa: Saudade de Itapoã, de Dorival Caymmi; Nada além, de Mário Lago e Custódio Mesquita; No rancho Fundo, de Ary Barroso e Lamartine Babo; Maringá, Joubert de Carvalho; e para resumir, Saudades da Amélia, de Ataulfo Alves.
Era muita dor de cotovelo…

