Aproveitamos a XXI Festa Nacional da Maçã para ir conhecer São Joaquim, cidade catarinense que ficou famosa por nevar. Fomos preparados para o frio, mas a temperatura estava agradável. Da Festa da Maçã, propriamente dita, vimos a variedade de frutas que são produzidas na região, os vários tipos de vinho de “altitude” e assistimos a apresentação do grupo Seiferts, que toca músicas instrumentais gaúchas.
No sábado visitamos a cidade e partimos para a Serra do Rio do Rastro. Ao chegarmos ao mirante, onde começa a descida, a neblina já tinha coberto tudo. Para não perder a viagem, fomos assim mesmo encarar as 284 curvas da SC-390 que corta a serra. Não sou um bom motorista e para mim foi tenso, apesar da estrada estar em boas condições e ter pista dupla. Descemos a serra sob neblina, fomos almoçar na cidade de Lauro Müller e subimos de novo a ladeira, agora sem neblina. Algumas fotos da aventura:
Como diz o poeta paraibano Jessier Quirino, “o desmantelo para ser desmantelo, tem que ser desmantelado!” No domingo, passamos por Urubici e fomos conhecer a Serra do Corvo Branco*. É uma estrada, a SC-370, parecida com a do Rio do Rastro, porém (ai, porém!) é de terra e pista simples. O lugar é muito bonito, um vale formado por paredes de rocha, no início, é uma escavação de 90 metros de profundidade na pedra, segundo os guias. Foi a primeira estrada entre o litoral e a serra e era chamada “a mais temível” de todo o Brasil. Eu penso que o título é atual. Em certa altura do caminho, o motorista que subia, ao invés de aguardar na área de refúgio – onde a estrada era um pouco mais larga – seguiu e eu dei de cara com ele, que se recusou a dar ré. Eu tive que voltar, morro acima, quase 100 metros. Em certo ponto o meu carro aqueceu muito e, por sorte, os outros motoristas que vinham atrás de mim, foram se ajeitando e consegui abrir caminho para o ( a vontade é dizer o FDP!) motorista ignorante. A partir desse incidente, foi tudo tranquilo, mesmo com as curvas de 180°!







