No primeiro turno destas eleições de 2018, tive dificuldades em votar. As digitais dos dedos polegar e indicador (cata-piolho e fura-bolo) não foram reconhecidos pela biometria do TRE-RO. Como eu provei que eu era eu, com identidade e título de eleitora, a presidente da mesa usou as atribuições que lhe conferem e liberou a urna para eu votar, mas entregou-me um “convite para que comparecesse ao cartório eleitoral para regularizar a situação, a partir de 5 de novembro”. No segundo turno não tive problemas. O leitor não reconheceu minhas digitais da mão direita, mas deu “ok” para o indicador da mão esquerda.
Como bom cidadão, cumpridor dos deveres, fui hoje cedo ao TRE. Depois de um tempo na fila, sem orientação, fui me informar na sede do Tribunal, sobre o horário de abertura dos cartórios eleitorais. à recepcionista sorridente, perguntei:
– Por favor, qual o horário de funcionamento dos cartórios eleitorais?
– Das 11 às 18.
– Ininterruptamente?
– Não!
– Então …
– Não fecham para almoço.
– Ah! Obrigado
Ao voltar ao Cartório no horário estipulado, o ambiente estava lotado. Mesmo assim me dirigi à funcionária que distribuía as senhas. Ela olhou para o papel, devolveu e disse:
– O senhor fica aqui nesse aperreio se quiser. O senhor tem até o final de 2019 para resolver isso.
Comum incentivo desses, na hora do almoço, fui embora.

