03 de outubro de 2018

Da cesta ao delete

Por José Carlos Sá

Acabou de sair do forno a mais nova obra do acadêmico Lúcio Albuquerque, “A cesta página de um repórter”, onde ele conta causos ocorridos nos bastidores das redações de jornais com ele ou que ficou sabendo. Tive a honra de fazer a apresentação do livro, no qual também sou personagem.  O título do livro é uma referência a uma gíria das antigas redações, que quando os textos do repórter ou dos assessores de Imprensa eram ruins, o editor mandava para a “cesta página”, numa referência à cesta de lixo. Hoje se resolve com o Ctrl + T + Del (seleciona tudo e deleta)!

Um dos causos que o Lúcio conta, em que tive participação, foi durante a intervenção na Prefeitura de Jaru, em 1991, na administração Osvaldo Piana. Fui como assessor de imprensa do interventor Antônio Luiz Campanari. No primeiro dia de intervenção, Campanari reuniu os vereadores para saber deles os problemas da cidade e eleger as prioridades. Falaram em iluminação da ponte, na BR-364; dos buracos na rodovia que atravessa a cidade; da atenção aos bairros; e, especialmente pediam que a “feirinha”, existente na entrada da cidade, fosse deslocada para outro lugar. Enquanto eu anotava, o Campanari disse ao grupo: – Vamos estudar trazer um Ceasa para Jaru.

Os vereadores riram e, só então, explicaram que a “feirinha” era como chamavam a região de prostituição…

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ACLER Antônio Campanari BR-364 Governador Osvaldo Piana Jaru Lúcio Albuquerque 

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Comentários

  • Antonio Luiz Campanari disse:

    Fico feliz pela lembrança sobre a primeira reunião e que nela foi explicada a situação da Feirinha Jaru, um lugar de ponto de drogas e prostituiçao. Para ficar melhor esclarecido, não foi bem assim de trazer um CEASA, mas para lá instalar a Feira do Agricultor. A dificuldade estava em enfrentar alguns vereadores e pessoal que não atendia os mandados de desocupação dessa área. Foi então, que reuni delegado, promotor e juiz e disse que iriamos tirar os barracos. Demos prazos de 15 dias e prorrogamos mais 10 dias.. não tendo sido atendida a urgencia pública, mandamos uma moto D-10 para tirar os barracos. Nada foi feito sem a presença de autoridades fiscalizadoras e ninguem foi prejudicado.

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