Quem ganhou o debate realizado pela SIC TV, no final da tarde de ontem (28/9), não sei. Quem perdeu foi o (tenente-)coronel Charlon, candidato pelo partido PRTB. Eu o conheci como Ajudante de Ordens do ex-governador Ivo Cassol. Era de poucas palavras e, talvez, por isso, me decepcionei como ele se comportou no debate, que foi o primeiro que assisti nestas eleições. Com troca de acusações e ironias com o outro coronel candidato, Marcos Rocha, não acrescentou muita coisa. Uma frase que ele disse soou mal para mim: “(…) Falta um governo escroto! (…)” Na minha concepção, a palavra “escroto” tem uma péssima carga semântica, daí…
Achei o Pimenta de Rondônia muito bem preparado, com dados e números para confrontar o adversários. Aliás, acho o programa de rádio dele muito bom, bem escrito e bem lido, respeitando a pontuação. Porém (ai, porém!) não voto nele.
O candidato Maurão de Carvalho, no programa eleitoral, pelo rádio, pronuncia bem as palavras, lendo os ‘esses’, como se tivesse feito um curso com a fonoaudióloga global Glorinha Beuttenmüller. No debate ele foi autêntico, comeu os ‘esses’ e o final das palavras. Era o Maurão que conhecemos.
Já o candidato Vinícius Miguel me pareceu assustado, apesar de estar bem preparado e ter uma boa oratória, estava tímido até nos ataques. O coronel Marcos Rocha estava tranquilo, com as ‘colas’ das perguntas salvas no celular, que ele não encontrava com facilidade.
Expedito Junior, macaco velho, saiu-se bem das perguntas mais “difíceis”, como a cassação do mandato dele por compra de votos. Saiu pela tangente dizendo que foi crime eleitoral e que não desviou dinheiro público. Quando disse que foi secretário de Ação Social, me lembrei que foi quando o conheci. Era no governo Jerônimo Santana e eu era adjunto da Secom.
Como escrevi no título desse comentário, o debate foi chocho. Ainda não deu para definir o meu voto a governador de Rondônia. Os três candidatos que faltaram ao debate talvez não alterariam essa situação.