Enquanto colocava mais uma carreira de tijolos na obra, o celular tocou. Uma voz autoritária dizia que tinham sequestrado o filho dele e o resgate era de cinco mil reais.
Sem desligar o telefone, o pedreiro olha para o encarregado e diz, quase chorando:
– Onde vou arranjar cinco mil?
Sem saber do que se tratava, o encarregado disse para pegar uma arma e assaltar um banco.
– Tô falando sério! O cara tá dizendo aqui que sequestrou meu filho e tem outro baleado no carro…
Um colega que ouvia a conversa, sentenciou: “Isso aí deve ser tráfico de órgãos! Quem vai sequestrar filho de liso?”
Era mais um falso sequestro, que só não deu certo porque a vítima não tinha dinheiro.

