21 de janeiro de 2018

Imunizado até na outra vida

Por José Carlos Sá

Equipamento portátil para a vacinação. A mala também era um compressor de ar, acionado com o pé pelo vacinador

Vendo essa afobação toda para se vacinar contra a febre amarela, me dei conta que para eu ter a dita febre só na minha terceira reencarnação. Se houver.
Quando cheguei a Rondônia, em 1986, a vacinação era compulsória para quem não tivesse comprovante. Lá mesmo, no Aeroporto Belmont, fui recebido por uma equipe da Sucam que, incontinenti, me vacinou, usando aquelas pistolas de injetar a vacina.

Vejam a expressão dos garotinhos lá atrás. Dava medo, sim

Algum tempo depois fui à Minas de ônibus e na volta tivemos que desembarcar no Centro de Triagem de Migrantes – Cetremi, em Vilhena. A mesma coisa: Quem não tinha comprovante de vacinação contra a febre amarela era obrigado a se vacinar. Claro que esqueci a carteirinha e fui furado de novo. Esta e em todas as viagens que fiz. Quando os meus filhos vieram para cá, um fato marcante: No Cetremi, eu segurava o Bruno com uma mão, o Guilherme com a outra e a Ligia estava no colo da mãe dela. Tomei a vacina (mais uma vez) e na sequência foi o Bruno. O grito dele foi tão lancinante, que o Guilherme se soltou e fugiu. Saí correndo atrás dele e o trouxe no colo. Ele gritava e esperneava. Foi vacinado à força. Coitado.
Depois disso tomei mais duas doses, mas estas voluntariamente, obedecendo o antigo prazo de dez anos de intervalo.
Portanto, Flavivirus, não tô nem aí procê!

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Aeroporto Belmont Bruno Munhoz Cetremi Febre amarela Guilherme Munhoz Lígia Munhoz Rondônia Sucam vilhena 

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