A Folha de S. Paulo de hoje publica o resultado de uma pesquisa em que é perguntado se a religião praticada pelo entrevistado influencia no voto. Apenas dois consultados em cada dez seguiriam a orientação do seu líder espiritual. Matéria com a pesquisa aqui.
Isso me fez lembrar da eleição em que Tancredo Neves se tornou governador de Minas Gerais, em 1982 (Tancredo foi governador de 1983 a 1984, quando renunciou para se candidatar ao Senado, já pensando na Presidência da República). Naquela eleição uma igreja evangélica “fechou” uma chapa com o PMDB e os fieis votaram em peso. O detalhe é que mandaram pintar o modelo da cédula na parede atrás do púlpito onde os pastores pregavam em todos os templos desta denominação religiosa. Então nem precisava pedir voto, a mensagem subliminar funcionou perfeitamente.
Por este “método” foram eleitos Tancredo Neves e Hélio Garcia, governador e vice, respectivamente; Itamar Franco, senador; Mário de Oliveira, deputado federal. Não consegui recuperar os eleitos para deputado estadual e vereador. Naquela eleição, não houve escolha para prefeito de Belo Horizonte. Os prefeitos das capitais ainda eram escolhidos pelo governador com a benção do presidente da República.

