21 de outubro de 2017

Baluartes

Por José Carlos Sá

Usando no título uma palavra que ouvia em todo comício a que ia (por obrigação de ofício) para destacar duas entrevistas que li esta semana com pessoas que têm papel de destaque no nosso Estado: O coronel (PM RE) Ferro e o empresário Rômulo Furtado. As entrevistas foram feitas pelos jornalistas Marcos Souza e Carlos Araújo, respectivamente.

Coronel Ferro em foto de urna nas eleições de 2006 (Foto TSE)

 

Do coronel Ferro, a quem tenho o prazer de conhecer,  o admiro  pela firmeza de atitudes. Acompanhei, como jornalista, algumas das ações dele, que lembro agora: instalação de uma padaria no presídio Ênio Pinheiro e outras atividades para manter os presos com ocupação, quando ele foi diretor daquela unidade; pacificação do mesmo presídio e do Urso Branco alguns anos depois; “limpeza” do entorno da rodoviária de Porto Velho no primeiro dia do governo Piana (1991-1995); comando das tropas rondonienses na “Guerra de Abunã“; comandou a prisão do suspeito de assassinato do senador Olavo Pires na Bolívia (!); foi secretário de Segurança no governo Bianco (1999-2003)

 

Rômulo Furtado (Foto Expressão Rondônia)

Já com o seu Rômulo Furtado, não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, apenas sei sobre ele o que ouço ou leio, especialmente esta entrevista a que me referi lá em cima. A conversa com o Carlinhos Araújo é esclarecedora e diminui bastante a lenda que existia (e existe) sobre Furtado, sua influência no período do governo militar e a formação do seu grupo de comunicação no estado de Rondônia.

No texto também lembra dona Rita Furtado, que foi casada com Rômulo e que teve uma carreira de sucesso não só na política, como nas comunicações. Dona Rita eu conheci e aqui em casa eu tenho uma discípula dela, a Marcela Ximenes.

Parabéns aos dois colegas, Marcos e Carlinhos pelas entrevistas de pessoas que merecem lugar de destaque na história rondoniense.