22 de março de 2017

Cabeça de porco

Por José Carlos Sá

(Ilustra Pixabay)

(Ilustra Pixabay)

Os dias seguintes à deflagração da Operação Carne Fraca, que aconteceu na sexta-feira, 17 de março, foram de um desencontro de informações incrível. Enquanto a população brasileira se indignava com o que era divulgado, íamos sabendo, pouco a pouco, como são feitas as coisas que gostamos de saborear, como as salsichas, por exemplo. Uma frase que os repórteres repetiam em vídeo ou em texto: “(…)o casal discute a utilização de carne de cabeça de porco na fabricação de linguiças, o que é proibido por lei.(..)”, se referindo a dois investigados, flagrados em grampo telefônico, porém sem explicar porque era proibido o uso da carne da cabeça do porco.

Pesquisei na internet por que era proibido usar carne de cabeça de porco e, naquele momento (sábado e domingo), não encontrei a resposta. Pesquisei no saite da Anvisa, mas são centenas de resoluções e desisti. Busquei a informação com quem sabe, o engenheiro agrônomo Gabriel Ferreira, ex-secretário de Agricultura em Rondônia e hoje com uma consultoria em Brasília. Ele enviou a seguinte explicação:

“Bom dia, Zé! Come-se e muito cabeça de porco, ou partes dela! Na feijoada orelha, focinho e língua! O dos pratos famosos da culinária italiana são os pratos com as bochechas suínas, que no Dom Francisco em Brasília é servida como iguaria! Agora, cartilagens, nervos e peles são trituradas e vão para as salsichas e estes empanados que são vendidos muito baratos. Porco só tem um defeito, pelo menos para nós, mineiros, não bota ovo!”

Agora já há uma explicação por parte da Associação dos Exportadores de Carne. Veja aqui.

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Gabriel Ferreira Operação Carne Fraca 

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