26 de janeiro de 2017

Polêmica desnecessária

Por José Carlos Sá

Prédio do Relógio em diferentes épocas (Fotos IBGE e Wikimapia)

Prédio do Relógio em diferentes épocas (Fotos IBGE e Wikimapia)

Bastou o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, anunciar a intenção de levar o gabinete dele para o “Prédio do Relógio” para que uma nova polêmica se estabelecesse. O prédio, que será reformado com recursos do BNDES (a obra vem sendo adiada há, pelo menos, dois anos), está sob responsabilidade do Governo do Estado e é tombado como patrimônio histórico estadual, apesar de fazer parte do complexo ferroviário da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, que é tombada como patrimônio nacional pelo IPHAN (exceto o Prédio do Relógio).

Olivar defende o seu feudo (Foto arquivo pessoal JO/Facebook)

Olivar defende o seu feudo (Foto arquivo pessoal JO/Facebook)

A polêmica está na destinação do espaço, que segundo o superintendente de Turismo, Júlio Olivar, estava prevista a outras utilidades: “O projeto arquitetônico é lindo e favoreceria a implantação do Museu Virtual de Gente, Memorial de Porto Velho, Memorial dos Soldados da Borracha e dos Ferroviários, etc. Também seria licitado o hall para o café regional”, explica Olivar no perfil dele no Facebook. 

No entanto, a cessão do “Prédio do Relógio” à Prefeitura de Porto Velho foi autorizada informalmente pelo governador Confúcio Moura, que aguardará os trâmites burocráticos para oficializar o ato. O esperneio, talvez, seja inócuo.

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Confúcio Moura EFMM Julio Olivar Prédio do relógio prefeito Hildon Chaves 

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Comentários

  • Lucio Albuquerque disse:

    Zé: Há anosque ouvimos falar em recuperação do prédio. O próprio superintendente de Turismo falou-me, há quase dois anos, que o prédio seria recuperado. Ocorre que foi ficando para lá e agora vem o prefeito e quer a prefeitura ali. É aquela história: como todo patrimônio da EFMM parece que não é de ninguém, e quando aparece alguém querenda dar uma destinação digna então logo surgem projetos etc. TEmos um palácio inteiro à disposição do Museu. sem preciosismo esses projetos de museus para o prédio do Relógio podem caber no Presidente Vargas, é só uma questão de gerenciamento de espaço e decisão política. Veja: o prédio da biblioteca José Pontes Pinto, que o governador Cassol mandou tomar da Academia de Letras está lá, abandonado, enquanto poderia estar servindo para o bem comum. Se o prefeito diz que vai recuperar e usar, é melhor deixar que ele tente do que continuar com um prédio onde até árvore nasceu em seu teto.

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