Ao ler a crônica “My name is Misaque”, do mestre Paulo Saldanha, lembrei dos meus despertares. No caso guajaramirense, o protagonista se aborrece com um galo madrugador, comigo são outros os despertadores.
Perto da nossa casa tem um cachorro que começa a latir impreterivelmente às 5 horas e 30 minutos (com margem de erro de 5 minutos para mais ou para menos), puxando o coro da cachorrada da vizinhança. O nosso Argus Maximus, que dorme dentro de casa, se sentindo excluído da conversa canina, chora para ser solto e participar da conferência. Geralmente sou eu quem acorda, levanta e abre a porta para o bicho sair. Mas às vezes a conversa não o agrada e o Argus arranha a porta para entrar de novo e voltar a dormir. Enquanto eu, eu perco o sono…
Uma outra situação eu vivi quando me mudei para o Cohab Floresta, no final da década de 1980. No conjunto não havia nenhum comércio, padaria, nada. Apareceu então um padeiro que trabalhava usando uma bicicleta cargueiro, tocando uma buzina. Ele sempre passava por volta das 5 e meia e parecia que ele ficava dando voltas em minha casa tocando aquela maldita buzina… O sono ia para o beleléu.


