Há pouco mais de dois anos a política brasileira vem sendo virada ao avesso, seja em investigações policiais, seja em embuanças dos próprios políticos.
Agora se aproximam as eleições municipais de outubro e a população, os eleitores que devem (ou deveriam) renovar a safra de prefeitos e vereadores, estão meio arredios com os supostos candidatos, que já estão gastando sola de sapatos, e fazendo tudo aquilo que os pedidores de votos fazem, como lembra o poeta paraibano Jessier Quirino, no poema “O Matuto e o Coroné“):
“(…) Entregar taça de campeão a time safado. / Chorar em velório de desconhecido. / Professorar as iniciais de nome de campanha pra eleitor tapado. /Escorregar em lama de esgoto. / Gritar OH DE CASA, em casa OCA. / Si abrir pra eleitor disabrido. / Pagar cana pra pinguço desocupado. / Farejar poeira de bunda em palanque. / Levar dedada, no cá pra nóis, quando ta no braços do povo. / Escutar destampatório de foguetão no pé do ouvido. / Magoar o dedo mindim em passeata. / Dormir chiquerado da mulher e dos filho. / Apertar mão de cotó. / Ganhar abraço fedorento. (…)”. E por aí vai…
Lembrei disso tudo ao ver a postagem abaixo e a reação dos participantes da reunião

