Quando estivemos no Acre, em abril, a Mar observou: “Acho tão bonito ver a bandeira deles hasteada em todos os lugares… Nós [rondonienses] não somos assim, por quê?”
Respondi que achava ser pelo passado de lutas pela liberdade, que deu origem ao Estado. Hoje, lendo o livro “Rondônia”, de Roquette-Pinto (resenha em breve), encontrei um explicação com mais propriedade. No trecho, ele narra uma viagem ao Mato Grosso em um vapor que sobe os rios da Prata, Paraná e Paraguai, de onde faz observações aos países vizinhos:
– Existe algo de ingênuo e grandioso, ao mesmo tempo, no orgulho nacional dos povos hispano-americanos. Um general, que tomou parte numa guerrilha do tempo da independência, hoje, aos olhos dos prósperos, é um herói consagrado. O mesmo feito de armas daquela época tomou proporções inauditas. […] Um povo que rememora seus heróis cultiva energias necessárias a seu viver futuro.
Então, Mar, é aquilo que comentei sobre o dia 5 de maio em Rondônia: não temos identidade com o nosso passado e, muito menos, com o nosso futuro.

