30 de abril de 2016

Desvendando o forte

Por José Carlos Sá

A partir da esquerda, Marcos Vilaça, presidente da LBA; D. Marly Sarnei; o oficial que nos guiava; a esposa do comandante do Pelotão de fronteira e eu...(Foto Natalino Costa/Decom - Alto Madeira - 1987)

A partir da esquerda, Marcos Vilaça, presidente da LBA; D. Marly Sarney; o oficial que nos guiava; a esposa do comandante do Pelotão de Fronteira e eu…(Foto Natalino Costa/Decom – Alto Madeira – 1987)

A primeira vez que entrei no Forte Príncipe da Beira foi em 1987, na véspera da visita da D. Marly Sarney. Fui na equipe precursora, com agentes da segurança e do cerimonial da presidência da República, o cerimonial do governo de Rondônia e três notáveis professores: Yêdda Borzacov, Abnael Machado e Matias Mendes; do Decom, o fotógrafo Natalino Costa e eu.

Ao ultrapassar o portão principal fiquei arrepiado. O cheiro de amônia dos excrementos dos morcegos que ali moram e a emoção de estar em uma fortaleza construída naqueles confins do Guaporé me deixaram embasbacado.

IMG_7515Desde então tenho lido e visitado o forte. A visita mais recente foi em março, quando levei a Mar para conhecer o local. Logo em seguida ela presenteou-me com o livro do professor Lourismar Barroso, o “Real Forte Príncipe da Beira – Ocupação oeste da Capitania de Mato Grosso e seu processo construtivo (1775-1783)”.

Li em dois tempos. As pesquisas que o professor Lourismar fez desceram a minúcias do dia-a-dia do canteiro de obras, como trabalhadores que faltavam, para ir bater pernas nas praias do rio Guaporé; a fama de perdulário do governador do Mato Grosso, Capitão-Mor Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres ou ao pedido de aquisição de três ampulhetas para marcarem o desenvolvimento da construção.

Como antecipei no pôste anterior, o Forte será o tema do próximo “Café com História” no mês de maio. Imperdível.