04 de fevereiro de 2016

Uma piada sem fim

Por José Carlos Sá

(Ilustra VipSeg)

(Ilustra VipSeg)

Desde o começo achei que o assunto era uma história mal contada, até a chamei de “Um sequestro ‘trapaiado‘”. Claro que estou me referindo ao suposto sequestro da primeira-dama e secretária de Saúde de Candeias do Jamari.

Ainda não sei o que ocasionou o “surto” – se é que podemos chamar assim – na senhora Djeimi Cheurie (como será que se pronuncia esse nome, meu Deus?), que saiu para ir à papelaria e foi parar em Guayaramérin. Ontem foi comunicado o resultado do inquérito e a Polícia Civil só concluiu que não foi sequestro.

Hoje encontrei o desdobramento do caso e deparei com outra pérola da nossa Imprensa Caripuna. Está lá no título: “Vereadores querem exoneração de primeira dama que fingiu o próprio sequestro”. Depois, no corpo da matéria, mais uma preciosidade: “(…) Os vereadores pediram ao prefeito que demita a mulher e estudam uma ação judicial contra ela (….)”.

Ora, ora, ora. Segundo a definição amplamente aceita, “Primeira-dama é a esposa de um governante (prefeito, governador ou presidente da República)”. Se o prefeito Careca, de Candeias do Jamari, aceitar ou for obrigado a cumprir a exigência dos vereadores, como isso vai ocorrer? Será demissão? Exoneração? Divórcio? Desquite? Ou abandono de incapaz?