22 de outubro de 2015

Barril nuclear

Por José Carlos Sá

Dizer que o sistema prisional rondoniense está assentado sobre um barril de pólvora, com prisioneiros e parentes de um lado e agentes penitenciários de outro, ambos os grupos com tochas acesas, seria uma imagem pobre. O assunto é mais grave e a ilustração abaixo é mais fiel: O barril contém substâncias nucleares, altamente voláteis e radioativas e, pior, além de enferrujado, está destampado.

Barril nuclear, enferrujado e destampado (Pubzi.Com)

Barril nuclear, enferrujado e destampado (Pubzi.Com)

O que vemos diariamente, é uma campanha quase silenciosa, lenta, mas constante, de sedimentação, de que a sociedade – especialmente de Porto Velho – está às vésperas de uma grande explosão a partir dos presídios existentes na capital (exceto o Federal. Lá o buraco não existe).

A imprensa publica constantemente as reclamações dos agentes penitenciários, a categoria mais reclamona que existe , e dos presos. O lado governamental não diz nada, nem quando perguntado. Daí vai se criando um ambiente propício para que haja rebeliões, mortes, fugas, com total apoio da população (que teme, mas apoia) e das entidades de direitos dos presos.

Enquanto assuntos como a (inacreditável) escala de trabalho dos agentes penitenciários e a novela das novas contratações seguem sem solução, vamos assistindo o estopim queimando lentamente…

Tags

Agentes Penitenciários Governo do Estado Imprensa caripuna Peniteninciárias sejus 

Compartilhar

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

*