Dizer que o sistema prisional rondoniense está assentado sobre um barril de pólvora, com prisioneiros e parentes de um lado e agentes penitenciários de outro, ambos os grupos com tochas acesas, seria uma imagem pobre. O assunto é mais grave e a ilustração abaixo é mais fiel: O barril contém substâncias nucleares, altamente voláteis e radioativas e, pior, além de enferrujado, está destampado.
O que vemos diariamente, é uma campanha quase silenciosa, lenta, mas constante, de sedimentação, de que a sociedade – especialmente de Porto Velho – está às vésperas de uma grande explosão a partir dos presídios existentes na capital (exceto o Federal. Lá o buraco não existe).
A imprensa publica constantemente as reclamações dos agentes penitenciários, a categoria mais reclamona que existe , e dos presos. O lado governamental não diz nada, nem quando perguntado. Daí vai se criando um ambiente propício para que haja rebeliões, mortes, fugas, com total apoio da população (que teme, mas apoia) e das entidades de direitos dos presos.
Enquanto assuntos como a (inacreditável) escala de trabalho dos agentes penitenciários e a novela das novas contratações seguem sem solução, vamos assistindo o estopim queimando lentamente…

