A sabedoria oriental ensina que “a casa é espelho que reflete como está a nossa vida”. Passei hoje pelo prédio da Câmara Municipal de Porto Velho duas vezes, pela manhã e a tarde. A bandeira de Porto Velho foi hasteada de cabeça para baixo e assim ficou.
Não sei se seria o “complexo de vira-lata” de que o jornalista Nelson Rodrigues falava, mas o simbolismo da bandeira – justo a do município – invertida, para mim é o reflexo da situação atual da nossa capital. E mais emblemático é que o fato aconteceu na “Casa de Leis” (perdão, leitores)!
Basta pensar um pouco e ver a situação esdrúxula que estamos vivendo: Há uma greve dos trabalhadores no transporte coletivo, mas, legalmente, as empresas que tinham a concessão já não tem responsabilidade sobre esta prestação de serviços públicos; a nova empresa não assumiu. Hoje a Prefeitura anunciou a contratação emergencial de 50 ônibus para atender a população a partir de amanhã, 8, quinta-feira.
Vivendo em uma outra cidade, ou planeta, quem sabe? a Câmara Municipal – essa mesma da bandeira – aprovou projeto obrigando as atuais (?) ou futuras (?) concessionárias do transporte coletivo a informar horários, rotas e valores das passagens em português e em Braille.
Ai, ai…






