A pré-inauguração do Museu “Palácio da Memória Rondoniense”, que vai funcionar no antigo Palácio “Presidente Vargas”, teve a participação da Elielza Ramos Freire, a “Bailarina da Praça”, que chegou paramentada de índio (não sei de que etnia), o que fez os índios presentes – Cassupá e Caripuna – torcerem os narizes e os demais convidados rirem de mais esta fantasia.
Ao final do evento, ela pediu a palavra e o mestre de cerimônia entregou o microfone. O que era uma pergunta ao superintendente de Cultura, foi pau puro.
A Bailarina fez um emocionado discurso falando sobre a situação de abandono em que se encontra a praça Marechal Rondon. Cobrou do governador (coitado) e do prefeito ação para limpar o local. “A praça está feia, suja, perigosa, eu não posso dançar lá mais. Praça é para as pessoas passearem, levar as famílias, para as crianças brincarem. Mas lá [na praça Marechal Rondon] não dá para fazer nada disso…”
A Bailarina, não precisa dizer, foi muito aplaudida, mostrando que todos os que estavam no auditório do palácio pensavam da mesma forma, mas não falavam. Inclusive eu.


