Eu esperava a van da firma parado em frente a um posto de combustíveis na avenida Mamoré. As dezenas de mototaxistas que passaram por mim buzinando ofereceram seus serviços foram solenemente ignorados.
Então eu me lembrei de um fato que aconteceu há muitos anos. Fomos, um grupo de assessores, para um evento em Ariquemes. No final da tarde, já dispensados, combinamos beber uma cerveja perto do hotel, para esperar o jantar.
No bar, a Cléo chegou depois de nós, toda eufórica: “Ai, estou me achando… Dali do hotel até aqui recebi um monte de cantadas… Foi psiu, psiu, psiu…”
Entrando na conversa, sem a mínima dó com a ilusão alheia, o garçom que nos servia perguntou a ela:
– A senhora veio daqui? E apontou em direção ao nosso hotel.
– Uai, foi!
– É que ali é um ponto de mototáxis. Os caras estavam oferecendo transporte à senhora!
Depois da rodada de gargalhadas, o assunto foi sutilmente ‘esquecido’.
