15 de setembro de 2015

Tirando a búfala do brejo

Por José Carlos Sá

A exemplo do desequilíbrio ecológico que aconteceu na Reserva Extrativista do Cuniã com o aumento dos jacarés (desequilíbrio provocado, justamente, pela criação da Resex), a mesma coisa aconteceu no vale do Guaporé, na fazenda Pau D’Óleo, do governo do Estado, que servia de refúgio e descanso aos governadores (pelo menos dois sempre iam lá, Jorge Teixeira e Jerônimo Santana).

Há alguns anos, os “bois búfalos” (ouvi esta expressão aqui em Porto Velho) ficaram selvagens e os funcionários da fazenda perderam o controle. Ainda no governo Bianco (1999-2003), foram iniciados estudos para o manejo dos bichos pelo Ibama. Eu era assessor da Seagri e lembro de várias propostas que chegavam de empresas de outros estados e do exterior, propondo a implantação de uma estação de caça, em que seria determinada uma quantidade de animais por caçador registrado junto ao Ibama. O caçador poderia levar a cabeça, mas a carne seria doada aos ribeirinhos do vale.

O problema começou na década de 1950, quando os bubalinos foram trazidos para Rondônia para ajudar os agricultores na tração de equipamentos agrícolas e para fornecer leite. A experiência não foi para frente e os bichos que ficavam na fazenda dos Tanques (onde era o parque de exposições), foram levados – me contaram assim – de avião para o Guaporé.

O assunto agora está institucionalizado e vamos ver se não é mais uma iniciativa que vai para o brejo. Literalmente.

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Búfalos Governador José Bianco Parque dos Tanques Vale do Guaporé 

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