O âncora do Jornal da Manhã da Jovem Pan, Paulo Pontes, lembrou que há 46 anos o então presidente da República general Arthur da Costa e Silva sofria uma trombose cerebral, que o deixaria incapacitado para terminar o seu governo. Na época estava sendo revisada a Constituição de 1967, que institucionalizava o regime militar. Esta revisão, porém, abolia o AI-5, as cassações de políticos, a intervenção nas universidades federais e o retorno do habeas corpus, além de impedir as decretações de “recesso” do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas. Com o AVC que derrubou e mataria Costa e Silva poucos meses depois, o vice-presidente Pedro Aleixo foi escanteado e assumiu uma junta militar que deu continuidade aos propósitos iniciais da revolução e o regime militar duraria ainda 16 anos.
A ilustração é a capa da Folha de S. Paulo do dia 1º de setembro de 1969 quando a população soube que o presidente estava “fora de forma”, como dizem nos quartéis.

