18 de agosto de 2015

Contra ataque

Por José Carlos Sá

Antes mesmo que a maioria dos interessados soubesse que o PMDB está disposto a apresentar candidatura própria a Prefeito de Porto Velho – diz-que depois de 20 anos -, as reações iradas tentam contrabalançar a iniciativa peemedebista.

O deputado Hermínio Coelho (PSD), que sonha disputar o Palácio “Tancredo Neves”, disparou a sua já conhecida metralhadora verbal, mirando Williames Pimentel, mas com o ricocheteio indo na direção do governador Confúcio Moura. O motivo aparente do ataque foi a denúncia da situação em que se encontra o Pronto Socorro João Paulo II, para onde continuam a vir as pessoas do interior do Estado. Já o motivo oculto do ataque é outro.

Quem também esperneou ontem foi o vereador Jair Montes (PTC), este em defesa de um suposto acordo de apoio firmado entre o governador Confúcio Moura e o prefeito Mauro Nazif, que quer concorrer à reeleição. O argumento do vereador é estranho. Segundo ele “o chefe do Executivo estadual tem um grande compromisso com a Capital e não pode usar as obras de saneamento básico como justificativa para cacifar um nome do seu partido as eleições municipais do próximo ano.”

Ora, ora, ora. Eu entendo que as obras são feitas para nós, moradores da capital. Quer dizer que se o governador estiver apoiando o atual prefeito, as obras são bem vindas. Se apoiar o candidato do partido dele, não são necessárias?