O assunto está rolando na imprensa e nas mídias sociais (que é o Facebook, apenas) desde sexta-feira passada. Consta que uma mula foi levada à Unidade Mista de Saúde de Colorado do Oeste, no cone sul de Rondônia. O equino estava sobre a carroceria de uma caminhonete e foi aí mesmo que montaram uma unidade móvel de Raio-X. Depois de “bater a chapa”, o veterinário pode engessar a perna do equino.
A esta altura o prefeito diz que não tem nada com isso, e a secretária de saúde, muito menos. Mas o Ministério Público não quer saber se a mula manca (perdão, leitores, não resisti) e vai querer a cabeça de alguém na bandeja.
Está todo mundo errado. Não era uma mula, mas um potro. O proprietário conseguiu autorização superior e a iniciativa foi um ato de amor. Pronto tudo esclarecido.
Tentei achar, mas não encontrei, um fato semelhante ocorrido em Porto Velho há alguns anos, quando levaram um cão para fazer Raio-X no Pronto Socorro João Paulo II, lembram? O bicho passou pela portaria, pelas enfermarias “instaladas” nos corredores, até a sala de radiologia. Não sei se o caso teve alguma punição aos envolvidos ou só ganhou um capítulo no folclore porto-velhense.

