Passamos o feriado de Corpus Christi na cidade de Chapada dos Guimarães – MT. Fomos com muitas expectativas de encontrar uma cidade preparada para os turistas, já que é um dos destinos mais procurados por quem gosta de natureza.
Os atrativos são mesmo bonitos. Vale a pena o esforço (físico) para chegar aos mirantes, cachoeiras e cavernas, o que atrapalha é a falta de informações e de sinalização, o que obriga o turista a contratar um guia ou um pacote nas agências. Mar e eu, que gostamos de descobrir os pontos sobre os quais lemos nos saites de viagens, tivemos alguma dificuldade, pois as placas são esparsas e mal conservadas.
Buscamos o Centro de Atendimento ao Turista da Prefeitura, que lá se chama Centro de Atendimento Empresarial. Ao entrar, a funcionária respondeu assim o meu bom dia, no falar mato-grossense rápido, encadeando uma frase à outra:
– Bom dia..
– Qual o nome do senhor?
– José Carlos
– Seu José Carlos, nós não temos nenhum papel, nenhum mapa. Os locais que o senhor pode ir sem guia são o Mirante Geodésico e a Cachoeira da Marta, saindo por esta estrada (apontou para fora); indo para Cuiabá, o senhor encontrará a Cachoeira Véu de Noiva…
– Mas…
– O senhor pode ir na outra quadra (apontou em outra direção), na agência de turismo, lá tem mapas e o senhor pode contratar uma guia…
Agradeci e tentei assegurar ter entendido a direção que ela havia sugerido, mas a resposta foi que nós fôssemos até a agência e contratássemos o guia. É o que eu chamo de PPP, só que não.
(Fizemos do nosso jeito e gostamos)

