12 de junho de 2013

OS TRÊS TIROS NA MACACA

Por José Carlos Sá

Antigamente (mas não tão antigamente assim), às vésperas do dia de Santo Antônio, faziam-se simpatias e promessas para se conseguir namorados ou maridos (ou esposas). Lendo o delicioso “Esperança – 50 anos depois”, do Paulo Saldanha, deparei com esta passagem, que transcrevo abaixo para vocês. É o mesmo assunto, com outro enfoque.

Marlene, uma moça bem educada, instruída, ainda estudando para ser
normalista, era linda, prendada e possuía um olhar intenso, brilhante, adornado
por dois pontos azuis que lhe ampliavam a formosura, preferindo logo agarrar um
marido, uma questão de honra na época.
Aos 21, como era exigente, continuava solteira, e, naquela época, dizia-se que
a moça dera o primeiro “tiro na macaca” e só mais dois eram tolerados
antes que o desespero se instalasse coma chegada dos 24 anos na solteirice,
quando o valor matrimonial da candidata decaia numa desvalorização assombrosa
até que fosse consagrada “titia”, uma espécie de fracasso de alguém
digno de pena, que não fora capaz de conseguir um marido descente. (SALDANHA. 2011. P. 22)


Sobre o assunto, ler também aqui e aqui.

Tags

Casamento Paulo Saldanha Santo antônio 

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