16 de agosto de 2012

NOTA DE ESCURECIMENTO

Por José Carlos Sá

Fiquei apenas um dia fora da rede mundial de computadores e ao retornar, entrando na área coberta pelos sinais de celular, recebo esta mensagem: “Nota de esclarecimento da Polícia Civil sobre o suicídio de um homem nas dependências da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Rolim de Moura”.
Resumindo: 1. O cara foi preso por suspeita de roubo e ameça a alguém; 2. Por ter sido considerado alterado e agressivo, foi colocado em uma cela da triagem, sem roupas ou outro objetos, apenas de cuecas, como é o procedimento nestes casos (não se sabe se tinha outras pessoas consigo); 3. A autoridade ouviu os demais envolvido no caso e, quando foram chamar o suspeito, a autoridade “o encontrou despido, deitado de barriga para cima e desacordado. O Corpo de Bombeiros foi imediatamente acionado e chegou à delegacia em aproximadamente dez minutos, ao chegarem constataram que Jéferson estava sem vida.”
Pergunto: Mas como? Não consigo imaginar alguém se enforcando com uma “zorba” e ser encontrado deitado. Se se enforcou pendurado, teria que estar pendurado. Se se enforcou com as próprias mãos, teria que ter muita força de vontade, além de força física.
A não ser que – perdão leitores – a morte foi por inalação do cheiro emanado pela cueca.
Falando sério. Na hora que li esta nota lembrei-me do Vladmir Herzog.

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Polícia Civil Rolim de Moura suicídio 

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